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Condições não traumáticas

Rizartrose

Rizartrose

Osteoartrite, artrite degenerativa, ou simplesmente artrose, é o nome que se dá ao processo de desgaste da cartilagem que cobre as extremidades dos ossos em uma articulação. Uma vez que a cartilagem atua como um coxim, absorvendo o choque entre as superfícies ósseas, seu desgaste vai levar ao contato direto entre estas, gerando dor e deformidade. Atribui-se a causa desse desgaste a fatores genéticos e hereditários.

Na mão, uma das articulações mais comumente afetadas é a articulação da base do polegar, entre um pequeno osso do punho (trapézio), e a base do metacarpiano do polegar. O termo grego para “raiz” é rizos , daí o termo rizartrose para se referir a essa condição.

Imagem 1 – Articulação envolvida na rizartrose.

 

Quem é afetado

O sexo feminino é afetado com mais frequência e mais precocemente, geralmente a partir dos 45 anos. Estudos mostram, entretanto, que aos 80 anos de idade, cerca de 90% de toda a população apresentarão sinais clínicos e/ou radiológicos da doença.

Sinais e sintomas

Nem todas as pessoas com rizartrose vão apresentar sintomas com a mesma intensidade. Da mesma maneira que em outras articulações do corpo afetadas pela artrose, o sintoma inicial é dor, neste caso referida à base do polegar (dor que é agravada pela atividade, especialmente em funções que requeiram o movimento de pinça). Pode haver deformidade no local devido à saliência da base do 1° metacarpiano (ver figura). Os pacientes geralmente informam dificuldade para atividades de vida diária, como abrir uma tampa de garrafa, girar uma chave ou maçaneta, etc.

 

Imagem 2– Aumento de volume na região da articulação trapézio-1ª metacarpiana.

Imagens 3- Rizartrose estágio III, com diminuição acentuada do espaço articular, subluxação da base do 1º metacarpiano e osteófitos maiores que 02 mm

 

 

Tratamento

O tratamento geralmente envolve medicação, fisioterapia e órteses (talas), bem como reeducação quanto à maneira de utilizar o polegar para as atividades diária. Nos casos em que a dor e a limitação de função persistem, e nos estágios mais avançados, opta-se pelo tratamento cirúrgico, para o qual existe uma grande variedade de técnicas. A remoção do trapézio é o procedimento mais comumente realizado, eliminando-se então o atrito doloroso entre as superfícies desgastadas do trapézio e da base do primeiro metacarpiano.

Imagem 4– Pós operatório

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