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Condições traumáticas

Fraturas do rádio distal

Fraturas do rádio distal

Uma das fraturas mais frequentemente observadas em pronto-atendimentos é a fratura da porção terminal do rádio, que é o osso que ocupa a região lateral do antebraço.

Apesar de comuns em todas as faixas etárias, destacam-se em três situações: na infância, em que o osso está em desenvolvimento e apresenta regiões ainda não completamente ossificadas, e portanto mais frágeis; no adulto jovem do sexo masculino, quando é mais frequente a ocorrência de traumatismos associados a acidentes de trânsito; e por volta da 6° e 7° décadas, quando a fragilidade decorrente da osteoporose torna a região mais frágil a traumatismos (especialmente quedas no domicílio).

Figura 1- Aspecto clínico

 

Uma vez que o mecanismo mais frequente dessas fraturas é a queda com a mão espalmada e o punho em extensão (“virado para trás”), geralmente os fragmentos ósseos desviam-se para o dorso, como mostrado acima. A radiografia abaixo mostra o desvio dos fragmentos.

Figura 2- Aspecto radiológico

            A fratura pode apresentar-se em inúmeros padrões, com traços, desvios e localizações diversos no osso. Para agrupar esses padrões e ajudar a orientar o tratamento, várias classificações foram propostas, dentre as quais a apresentada abaixo.

Classificação Universal proposta para as fraturas do rádio distal

No tratamento de uma fratura do rádio distal busca-se preservar a função, manter o movimento, evitar dor residual, impedir um desgaste precoce da articulação (artrose secundária), e se possível manter um aspecto estético aceitável. Para tal, o objetivo é a reconstrução da anatomia normal, através da restauração de alguns parâmetros anatômicos que já são bem estudados.

As técnicas utilizadas para a reconstrução da articulação e estabilização da mesma até a consolidação final vão depender do padrão das fraturas, seus locais, das lesões associadas, e de fatores do paciente (idade, grau de osteoporose, atividade profissional e desportiva, doenças associadas, etc). Algumas vezes, o padrão da fratura permite o tratamento unicamente com imobilização (gesso e outros), porém em muitas situações é necessário um procedimento cirúrgico, em que o desvio da fratura é corrigido e então estabilizado por meio de implantes. Existe um grande número de implantes à disposição, incluindo pinos metálicos, sistemas de placas e parafusos, dispositivos de fixação externa e outros, que podem ser usados isoladamente ou em conjunto. O cirurgião vai definir, após análise de todas as variáveis, qual é o melhor método para cada fratura.

 

Imagens 3,4,5 e 6- Pré e pós-operatório

 

Imagens 7 e 8- Uso de placa e parafusos para estabilização da fratura

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